sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aromaterapia

Ramo da osmologia (estudo dos odores e aromas) que consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo.

De determinadas plantas aromáticas é extraído o óleo essencial a ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros aromas, dependendo das enfermidades e do indivíduo.

Óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas. Dependendo da planta, o óleo essencial terá características diferenciadas de aroma, cor e densidade. Os óleos essenciais podem ser usados diluídos em veículos carreadores sobre a pele, através de massagens, cremes, loções, gel ou puro, através da inalação. Dependendo da forma de uso provocará efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração, etc.

É considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia e que é comumente usada em conjunto com esta. É utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades e desequilíbrios, sendo considerada uma terapia holística. A Aromaterapia deve, mesmo assim, ser empregada com cautela e de preferência, guiada por um profissional especializado, que saberá verificar as contraindicações, além de dosagens melhores formas de uso.

* Vale resaltar novamente que a Aromaterapia pode apresentar contra-indicações. Devem ser utilizados com precaução, pois podem causar irritação e alergia na pele.

Os aromaterapeutas utilizam cerca de 30 plantas e flores para tratar a maior parte dos problemas.

Os óleos essenciais são divididos em três categorias:

1) os que tonificam o organismo e favorecem o bom humor;

2) os que estimulam e regulam as principais funções do corpo; e

3) os que têm um efeito calmante sobre o corpo e o espírito.

História:

Os tratamentos com OE (Óleos Essenciais) datam de aproximadamente 6.000 a.C. Egípcios e mesopotâmicos já os empregavam em medicamentos, cosméticos e rituais religiosos. Outras referências sobre essas substâncias aromáticas também podem ser encontradas em passagens da Bíblia.

Através dos tempos, seu uso nunca foi esquecido. Sabe-se que na Idade Média os europeus, convencidos de seu poder anti-séptico, usaram ostensivamente plantas odoríficas para combater a peste negra. No início deste século, a pesquisa científica sobre o uso dos óleos essenciais teve início por intermédio do químico francês René Maurice Gatterfossé, que teve seu trabalho motivado por uma experiência pessoal. Ao utilizar OE de lavanda para tratar sérias queimaduras que sofrera numa das mãos, ele constatou seu grande potencial regenerador, lançando-se então a estudar as aplicações terapêuticas dos óleos. Mais tarde, ele criaria o termo “Aromaterapia”.

O trabalho de Gattefossé inspirou o médico Jean Valnet a utilizar OE no tratamento de combatentes feridos durante a 2ª Guerra Mundial, obtendo com eles excelentes resultados. A publicação, por Valnet, do Livro Aromathéraphie em 1964 marca o crescimento do interesse por esta “medicina dos aromas” na Europa. Hoje, os óleos essenciais podem ser encontrados na maioria das farmácias da Inglaterra e da França, países em que a aromaterapia representa uma opção de tratamento cada vez mais adotada por médicos, terapeutas e profissionais da área de saúde.

Alguns exemplos:

1. Óleo de Camomila – refrescante. Indicado para dores de cabeça e depressão;

2. Óleo de Cânfora – refrescante e estimulante. Indicado em resfriados, reumatismos, acne, insônia;

3. Óleo de Capim-Limão –  revigorante, revitaliza a energia. Elimina o cansaço, trata insônia, angústia, palpitações, dores de cabeça e gases.

4. Óleo de Cedro – sedativo. Usado para angústia, bronquite e tosse;

5. Óleo de Limão – refrescante e estimulante. Para problemas circulatórios, hipertensão e acne;

6. Óleo de Eucalipto – libera a cabeça e vias aéreas (indicado para rinite, sinusite), edemas e dores musculares;

7. Óleo de Gerânio – refrescante e antiespasmódico. Para problemas urinários e infecções virais;

8. Óleo de Jasmim – relaxante e calmante. Serve para tratar apatia e pele seca;

9. Óleo de Manjerona – fortificante. Indicado em enxaquecas, cólicas e equimoses;

10. Óleo de Patchouli – relaxante. Indicado na depressão e pele seca.

11. Óleo de Pimenta Cinza – estimulante. Usado em problemas digestivos, resfriados e diarréia;

12. Óleo de Pitanga - Incentiva a criatividade e atua poderosamente na área financeira.

Os óleos essenciais possuem propriedades anti-sépticas reconhecidas, como as da Lavanda e do Gerânio, que são eficazes contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. São também apreciados pelas propriedades desintoxicantes do limão, alho, eucalipto e pelos efeitos calmantes junta à sensação de bem estar e harmonia que parecem produzir um efeito preventivo sobre as doenças.


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