Hoje recebi a agradável surpresa de uma jornalista de São José do Rio Preto, Jéssica Reis, no qual disponibilizo aqui no blog.
A matéria é bem interessante, vale a pena a leitura.
Caso desejar realizar a leitura da revista completa, envie-me uma solicitação que encaminho a em pdf.
O processo de transformação pessoal começa na mente, mas só se
concretiza em ações se houver esforço e persistência.
Jéssica Reis
Falar que deseja mudar, que precisa alterar algum hábito ou fazer
coisas novas é fácil. Mas, na prática, essa situação parece ser mais difícil. Isso
porque uma mudança sempre gera um estranhamento e até medo.
O que acontece é que as pessoas insistem em repetir as mesmas
atitudes ou hábitos com receio do que pode ser o “novo”. A mudança, às vezes, é
necessária e deve ser feita aos poucos. As pessoas sabem que não podem fumar, comer
demais, outras não gostam de ser bagunceiras, desajeitadas, mas isso tudo são hábitos
que podem ser mudados. Basta querer.
Para a terapeuta Cidinha D´Agostino, o primeiro passo para a mudança
é querer e estar disposto a mudar. “Toda mudança precisa de um esforço, fazer acontecer.
Às vezes, a pessoa quer mas não está disposta a mudar a situação, porque toda mudança
demanda esse esforço”, diz.
A palestrante comportamental, coach e psicóloga Tália Jaoiu, autora
do livro “Cogito Ergo Sum – Penso, logo existo” (Grupo Editorial), diz que é preciso
ter consciência do que se quer. “A maioria das pessoas sabe o que não quer”, afirma.
Ela explica que, a partir do momento em que você quer algo, as atitudes são necessárias.
Todos dizem que precisam mudar, mas porque na prática tudo parece ser mais difícil?
Segundo Tália, a mudança é complicada porque o caminho conhecido, o sofrimento conhecido,
é melhor do que a alegria desconhecida. “É o medo de ficar pior do que está, então
isso é ilusão. Se melhorarmos um pouquinho a cada dia, seja em qualquer área da
vida, você já está evoluindo”,diz.
Segundo Viviane Moraes - terapeuta, palestrante, pesquisadora
do desenvolvimento humano e autora do livro, “Guia Motivacional: Na Busca do Autoconhecimento”
(editora Pontes)-, além de querer a mudança, é necessário assumir o compromisso
sério consigo mesmo de se tornar um ser melhor. Para ela, este querer deve ser um
desejo profundo, que o mova no sentido desejado. “Busca por autoconhecimento é de
fundamental importância, pois é no momento em que se conhece que há a percepção
pessoal, a intuição é ativada e as ações são mais conscientes. O processo de transformação
pessoal se inicia na mente através de seus pensamentos, para progredir até suas
ações cotidianas. É lento e contínuo”, diz.
A terapeuta lembra que a mudança é algo que está presente o tempo
todo, mas que algumas pessoas não aceitam ou se acomodam. Então o tempo passa e,
se não há uma alteração por amor, ela vem pelo medo, pela dor. “Quando não aceitamos
as mudanças, a vida vem e nos mostra por outros caminhos. E a necessidade de mudar
será inevitável”, explica.
Segundo Viviane, o processo de transformação pessoal não é algo
que se faz e termina, é para a vida toda. “A maneira mais adequada do processo se
dá com a junção do amor, gratidão e perdão, mas, claro, sempre lembrando que antes
de tudo é preciso querer, ter um comprometimento consigo mesmo.”
Marcelle Vecchi, máster practitioner em programação neurolinguística
e identificadora de perfis comportamentais certificada pela ONU, diz que somos programados
internamente para repetirmos hábitos adquiridos. Ela explica que a mudança desses
hábitos ocorre quando acontecem catarses, ou seja, fatos impactantes como divórcio,
morte, doença, entre outros. “Mudar nunca é fácil, exige força de vontade e persistência.”
Os hábitos podem determinar a personalidade. Por isso, para algumas
pessoas, desfazer-se deles é como perder um traço da sua identidade. Segundo Marcelle,
isso acontece porque associamos hábitos a nossa identidade. E para quebrar esse
paradigma é necessário uma dissociação, alterar crenças de identidade. Isso pode
ser feito em um processo terapêutico. “Para que alguém consiga se desprender de
um hábito nocivo, ele não deve associar a falta desse hábito a uma perda e sim a
um ganho”,diz.
Razão e emoção
A mudança só é possível unindo razão e emoção. É preciso aliar
esses dois lados para que a transformação de fato aconteça. Segundo Marcelle Vecchi, há pessoas que são mais
movidas pela razão, isso significa que utilizam, na maior parte do tempo, o hemisfério
esquerdo do cérebro. Mas há também as pessoas que tomam as decisões movidas pelas
emoções, utilizando o hemisfério direto do cérebro.
“Entre a razão e a emoção, geralmente vence a emoção. Nós latinos
temos uma tendência maior a nos guiarmos pela emoção, diferentemente dos europeus,
que se utilizam mais da razão para tomar decisões. Essa diferença é cultural. Sendo
movidos mais pela emoção, agimos de acordo com nossas vontades no momento, somos
mais imediatistas”, diz.
A terapeuta Viviane Moraes diz que, para um processo de transformação
pessoal ser produtivo, é necessário alinhar a razão e a emoção, para que ambas esferas
estejam buscando esta mudança. Quando elas estão divergentes, o processo fica lento.
“Este equilíbrio pode ser adquirido por meio de várias ferramentas disponíveis,
como meditação, exercício físico, alimentação saudável, preparo, sono reparador,
religião, entre outros. Tudo de forma a ver o indivíduo como um todo, corpo físico,
mente e espírito. Quando um desses três pilares está em desequilíbrio, os demais
não conseguem sustentar-se sozinhos”, afirma.
ComportamentoNovoshábitos4/SãoJosédoRioPreto,30deoutubrode2011DIÁRIODAREGIÃO
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 30 de outubro de
2011 / 5
Compreenda o processo
Entender o processo de mudança é importante para a
transformação e alteração de hábito. Segundo Marcelle Vecchi, é necessário estarmos
comprometidos com as mudanças que almejamos e acreditar na transformação. Pois,
quando realmente desejamos algo, nosso organismo se prepara para alcançarmos isso
e nos ajuda a superar obstáculos.
Para a terapeuta Viviane Moraes, é essencial entender esse processo.
Ela diz que transformação pessoal significa buscar o seu melhor. Trazer à tona suas
potencialidades e se tornar um indivíduo cada vez melhor. “Quando o indivíduo
se sente melhor, mais seguro de si, de suas limitações, de suas habilidades,
rende mais, cria mais, progride em todas as áreas de sua vida”, afirma.
Outra forma de passar pela mudança é prestando atenção aos
nossos comportamentos. Marcelle diz que observar nossas atitudes ajuda na
conexão com o nosso interior e isso favorece a mudança de hábitos. “Quando
prestamos atenção ao nosso interior, sabemos do que ele necessita de verdade”,
afirma.
Viviane explica que a percepção dos nossos comportamentos se
dá por meio do autoconhecimento. Dessa forma, é possível viver intensamente e em
harmonia consigo mesmo. “Podemos contribuir de maneira mais positiva em nosso
meio. Mude-se e seu mundo mudará também”, afirma. (JR)
Acredite na
transformação
* Concentre-se exclusivamente no que deseja: esqueça o que não
quer, busque aquilo que deseja do fundo de seu coração
* Assuma um compromisso consigo mesmo: fortaleça suas metas e
objetivos, crie seu planejamento, um ambiente positivo
* Monitore a si mesmo: acompanhe seu processo de perto, detalhadamente
* Comemore suas conquistas: independente do tamanho e proporção
da realização, ela deve ser comemorada sempre
* Pratique: utilize os métodos de repetição e pratique, experimente
o novo, busque mudanças, prepare-se, atualize-se, dê o seu melhor e escreva, escreva
e escreva tudo o que puder
* Crie uma imagem: nunca perca o foco, visualize sua realização
sendo bem sucedida.
Fonte: Viviane Moraes, terapeuta, palestrante
e pesquisadora do desenvolvimento humano, autora do livro “Guia Motivacional: Na
Busca do Autoconhecimento” (editora Pontes)
Jéssica, Muito Obrigada e Parabéns pelo trabalho.
Sucesso sempre para sua vida!
É o que sempre digo:
"MUD-SE E SEU MUNDO MUDARÁ TAMBÉM!!!"